terça-feira, 31 de maio de 2016

Pós-modernidade

Não há tempo para chorar!
Não há quem ouça o choro!
Choro engolido em seco!
Não há quem traga conforto!
Não há quem enxugue as lágrimas!
Lágrimas que se tornam invisíveis.
   [perdidas no meio da multidão.
E os cacos vão ficando pelo caminho
Sem tempo de serem recolhidos,
                             [rejuntados e refeitos.
Pós-modernidade, sem fraquezas,
Punidas com o descarte.
Individualista!

Pós-modernidade – Israel Goulart, 01/04/2016





Nenhum comentário:

Postar um comentário